Vale a pena ter escritório em 2025? Confira prós e contras

Em 2025, a discussão sobre voltar ao trabalho presencial ou seguir com modelos híbridos e remotos voltou a esquentar nos corredores — ou melhor, nos chats corporativos. A verdade é que a pergunta parece simples, mas a resposta… nem tanto.

Enquanto algumas gigantes da tecnologia já cravaram o retorno obrigatório aos escritórios, outras preferem o caminho do meio: modelo híbrido com presença obrigatória em certos dias da semana. E tem ainda as que mantêm o remoto como principal formato, mas incentivam quem quiser ir até o escritório.

Essa escolha, que parece meramente operacional, na prática mexe com tudo: cultura, produtividade, custos e, claro, a satisfação da equipe. E não importa se você está em uma startup enxuta ou numa multinacional — a dúvida é a mesma.


Então… ainda vale a pena ter escritório?

Bom, depende. Setor de atuação, perfil da equipe, tipo de serviço prestado, orçamento, expectativas dos colaboradores… tudo isso precisa entrar na conta. Pra algumas empresas, o presencial faz muita diferença. Pra outras, nem tanto. E tem quem prefira não abrir mão da flexibilidade — ainda mais se ela vier acompanhada de economia.

Pra te ajudar a pensar nisso, separei algumas vantagens e desvantagens que podem fazer diferença na hora de decidir.


Vantagens de ter um escritório físico

1. Cultura organizacional na prática
É muito mais fácil passar valores, criar rituais e manter a cultura viva quando a equipe compartilha o mesmo espaço. A Sabrina A. Martinho Espinós, Head LATAM de RE&FM da Vestas, resumiu bem: “O escritório é fundamental para a propagação da cultura da empresa”. E ela vai além: “Espaços como lounges, cafés ou até salas pra hackathons ajudam a criar interação e pertencimento”.

2. Comunicação flui melhor (na maioria dos casos)
Conversas rápidas no corredor, uma troca rápida de ideia pra resolver um problema… Isso tudo costuma funcionar melhor cara a cara. E ainda ajuda a integrar áreas diferentes, criando um ambiente mais colaborativo e menos engessado.

3. Ajuda na separação entre trabalho e casa
Tem gente que simplesmente rende melhor fora de casa. O escritório dá esse respiro. Sair de casa, mudar de ambiente e entrar “no modo trabalho” ajuda muito a manter o foco e até a saúde mental de algumas pessoas.


Desvantagens de manter um escritório

1. Custo alto (e às vezes invisível)
Aluguel, limpeza, manutenção, móveis, internet, equipamentos, cafezinho… tudo pesa no bolso — principalmente pra empresas menores. E se o espaço não for bem aproveitado, vira custo desperdiçado.

2. Pode dar a sensação de pássaro engaiolado
Se você tem um escritório, é natural querer ver ele ocupado. Mas obrigar as pessoas a irem sem um motivo real pode gerar frustração. Segundo a Deel, 54% dos profissionais que estão no presencial prefeririam trabalhar de forma híbrida ou remota.

3. Logística que desgasta
Quem mora longe, pega transporte público lotado ou faz jornada dupla sabe: ir até o escritório todo dia pode ser exaustivo. Isso afeta tanto a produtividade quanto o bem-estar geral da equipe.


Quando vale ter escritório?

Empresas que precisam de muita interação presencial
Equipes de produto, design, inovação… Tem áreas em que o presencial realmente faz diferença. Brainstormings, workshops, revisões — tudo isso costuma ser mais rico ao vivo.

Organizações que lidam com dados sensíveis
Segurança de informação ainda pesa bastante. Empresas de setores como finanças ou jurídico podem preferir o ambiente controlado de um escritório, pra garantir confidencialidade e conformidade com normas mais rígidas.


E o remoto, ainda faz sentido?

Depois da pandemia, o modelo remoto deixou de ser “plano B” pra virar modelo oficial de trabalho em muitas empresas. Mas não é pra todo mundo — e tem seus pontos fortes e fracos.


Vantagens do trabalho remoto

1. Menos custo, mais investimento em outras áreas
Sem escritório, sobra mais no orçamento. Dá pra investir em tecnologia, benefícios, treinamentos… E os funcionários também ganham — menos gastos com transporte, comida e tempo perdido no trânsito.

2. Flexibilidade real
Trabalhar remotamente dá liberdade pra montar a própria rotina. Isso tem impacto direto na qualidade de vida. Segundo uma pesquisa da Sólides, 48% dos brasileiros preferem o modelo híbrido — e muitos gostariam de ter ainda mais flexibilidade.

3. Acesso a talentos em qualquer lugar
No remoto, não importa onde o profissional mora. Isso amplia — e muito — as possibilidades na hora de montar um time com perfis diversos e com experiências complementares.


Desvantagens do remoto

1. Cultura da empresa pode se perder
Sem encontros presenciais, fica mais difícil passar os valores da empresa. Aquela sensação de “fazer parte de algo” pode enfraquecer se não houver esforço ativo pra manter o time engajado.

2. Comunicação pode falhar
Trocar ideia por mensagem é prático, mas tem limite. Às vezes, falta de tom ou clareza em uma conversa escrita causa confusão desnecessária.

3. Isolamento pesa
Trabalhar sozinho todos os dias pode ser solitário. Sem interações presenciais, alguns profissionais acabam se sentindo desconectados do time — o que afeta motivação e pertencimento.

4. Linha tênue entre casa e trabalho
Com tudo acontecendo no mesmo espaço, muita gente tem dificuldade de “desligar”. Isso pode levar ao burnout, com jornadas que se estendem sem perceber.


E o híbrido? O meio-termo pode ser o caminho

Muitas empresas têm apostado no híbrido como forma de equilibrar tudo isso. Ele permite a interação presencial quando necessário e oferece flexibilidade nos outros dias. Mas, pra funcionar, precisa de organização — e, se possível, tecnologia pra ajudar.


Quando o híbrido ou remoto são mais vantajosos?
  • Equipes distribuídas: Empresas com gente espalhada por vários lugares do Brasil (ou do mundo) tendem a se beneficiar muito do remoto ou híbrido.

  • Trabalhos que exigem foco absoluto: Profissionais que precisam de silêncio e concentração — como desenvolvedores, redatores, analistas — geralmente se dão melhor em casa.


O que avaliar antes de tomar uma decisão?
  • Custo x retorno: Vale a pena manter um espaço físico se ele não for usado de verdade?

  • Estilo de gestão e cultura da empresa: Um modelo que funcione exige alinhamento com o jeito que a empresa opera e se comunica.

  • Imagem da marca: Ter um escritório pode passar credibilidade, especialmente pra empresas que recebem clientes ou parceiros.

  • Oportunidades de relacionamento: Eventos presenciais, encontros informais e cafés aleatórios muitas vezes viram grandes ideias ou conexões valiosas.


Sendo assim…

Ter ou não ter escritório em 2025 não é uma escolha simples — e nem existe uma resposta única. Cada empresa vai precisar pesar os prós e contras, olhar pro seu time, pro seu momento e pros seus objetivos.

Seja qual for a decisão, contar com ferramentas que ajudem na gestão de espaços, agendas e dinâmicas de trabalho faz toda a diferença. A Deskbee, por exemplo, oferece uma solução completa pra quem quer manter o controle, a organização e a flexibilidade — seja no modelo remoto, híbrido ou presencial.

Quer entender como isso pode funcionar na prática? Marca a sua demo agora mesmo!